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Juros altos e incerteza tributária pesam nas decisões das empresas em 2027

Juros altos, crédito caro e incertezas tributárias influenciam investimento e contratação das empresas em 2027. Veja o que muda para o contador.

Empresário equilibrando carga pesada sobre uma tábua frágil, ilustrando juros altos e incerteza tributária nas empresas em 2027.

Juros elevados e incertezas sobre tributação devem pesar nas decisões de investimento, contratação e expansão das empresas em 2027. Com a dívida bruta perto de 83% do PIB e a Selic projetada em torno de 12% ao final do próximo ano, o custo do dinheiro segue como o principal item da agenda do empresário que pretende crescer no ano que vem.

Segundo projeções de mercado citadas pelo InfoMoney, o crescimento econômico deve ficar perto de 1,3% em 2027, com inflação ao redor de 4,3%. Para o economista Nelson Marconi, professor da FGV EAESP, o cenário depende de um ajuste na política econômica que ainda não está claro. “O Banco Central aumentou os juros para perseguir a meta de inflação e o governo foi expansionista para responder a isso”, afirma.

Crédito caro limita a expansão

O custo de capital é o efeito mais imediato sobre as empresas. O estoque de crédito livre para empresas somou cerca de R$ 1,6 trilhão em setembro, mas cresceu apenas 0,5% em 12 meses, segundo o Banco Central. Na prática, empresas pagam em média cerca de 24% ao ano em capital de giro de curto prazo e mais de 56% ao ano em conta garantida. Em linhas emergenciais, como o cheque especial empresarial, as taxas médias superam 350% ao ano.

Para quem precisa financiar máquinas, abrir unidades ou manter estoques, isso significa rever planos. Marconi resume o dilema: um ajuste fiscal mais forte pode reduzir o risco do país e abrir espaço para juros menores, mas, se vier sem queda proporcional da taxa, a atividade perde força e o emprego sente o impacto.

Reforma tributária ainda sem alíquotas definidas

A Reforma Tributária simplifica o sistema, mas a definição das alíquotas do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) segue em aberto. Sem saber a carga final, a empresa tem dificuldade para projetar margens, calcular retornos e estruturar investimentos de longo prazo. Por isso, decisões de precificação e planejamento tributário já precisam ser tomadas antes de a regra estar completa.

Para o contador, vale acompanhar a regulamentação e simular cenários de carga tributária antes de aprovar grandes investimentos, principalmente em setores com margens mais apertadas.

O que muda na sua vida, contador?

  • Juros altos encarecem financiamentos e capital de giro, então vale revisar o custo de capital antes de aprovar expansões em 2027.
  • Sem alíquotas definidas de IBS e CBS, simule cenários de carga tributária para projetar margens e retornos com mais segurança.
  • Empresas que dependem de crédito devem planejar prazos e garantias, já que a conta garantida e o cheque especial custam muito mais.
  • O fim da escala 6×1 exige rever escalas e custos de pessoal, sobretudo em comércio, restaurantes e serviços presenciais.
  • Acompanhe a discussão da pejotização no STF, pois a decisão pode mudar modelos de contratação hoje comuns.

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Conteúdo informativo. Não substitui a orientação de um contador ou advogado para o seu caso. Confira sempre a norma oficial. Termos de Uso

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