Adiamento da CBS para 2028: o que muda e o que ainda está em discussão
Entidades pedem adiamento da CBS para 2028. Veja o que muda para empresas e contadores e o que ainda depende do Congresso.
Entidades das áreas jurídica e tributária pediram, em carta aberta divulgada no início de novembro de 2026, que a cobrança efetiva da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) seja adiada para, no mínimo, 2028. Pela proposta, 2027 seria mantido como período de testes e ajustes. Até agora, porém, o calendário oficial não mudou, e a cobrança da CBS continua prevista para 2027.
A ideia de adiamento também aparece na PEC apresentada pela deputada federal Any Ortiz (PP-RS), que propõe prorrogar para 2027 o período de adaptação à reforma tributária e, em consequência, empurrar para 2028 a cobrança definitiva da CBS e do IBS. A proposta ainda precisa passar pelo processo legislativo no Congresso Nacional, com votação em comissões e no plenário das duas Casas.
Por que o adiamento está sendo pedido
O principal argumento das entidades é o pouco tempo para que empresas e escritórios conheçam todos os parâmetros e adaptem seus processos. Um dos pontos de atenção é a alíquota de referência da CBS para 2027, que o Tribunal de Contas da União (TCU) estimou em 11,3%, acima da estimativa anterior de 9,21%. O percentual ainda depende das etapas de definição previstas na legislação, com participação do Senado.
Também pesa o sistema de apuração assistida, que deverá apoiar o cálculo dos tributos a partir das operações e dos documentos fiscais. Segundo as entidades, a estrutura ainda precisa avançar para permitir testes mais completos e seguros antes da cobrança efetiva.
O que mudaria para as empresas se o pedido for aceito
Se a proposta avançar, o ano de 2027 funcionaria como um período adicional de preparação, e a cobrança efetiva da CBS ficaria para 2028. Na prática, as empresas ganhariam mais tempo para revisar sistemas de gestão e emissão de notas fiscais, recalcular preços antes de atualizar os valores cobrados dos clientes, analisar cláusulas tributárias de contratos e organizar os controles de créditos previstos no novo modelo.
O prazo extra também pode ajudar empresas de menor porte, que nem sempre têm equipes especializadas ou recursos para mudanças tecnológicas em pouco tempo. Enquanto não houver alteração oficial, porém, esses possíveis ganhos dependem da aprovação da proposta.
O que muda na sua vida, contador?
- Hoje, a CBS segue com cobrança efetiva prevista para 2027, com a extinção do PIS e da Cofins; o adiamento para 2028 ainda não foi aprovado.
- A proposta depende de tramitação no Congresso, com a PEC de Any Ortiz e a carta das entidades como pontos de partida.
- Não deixe a preparação para depois: revise sistemas, cadastros de produtos e serviços e os leiautes de notas fiscais já em 2026.
- Simule o impacto da alíquota de referência sobre preços, custos e contratos dos clientes antes de qualquer decisão.
- Acompanhe as decisões da Receita Federal, do Congresso Nacional e do Senado, que podem alterar o calendário previsto.
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